“Padres Contra o Genocídio”: Encontro e caminhada em Roma, dia 22 de setembro

Oração e testemunho público por justiça e paz na Palestina, 22 de setembro de 2025, em Roma. Foto: Jaime C. Patias

Na terça-feira, 22 de setembro, cerca de 100 padres – vindos de oito países e de várias regiões da Itália – integrantes da Rede internacional “Padres Contra o Genocídio” se reunirão em Roma. Pela manhã a jornada será dedicada a atividades internas, fechadas ao público.

Por Redação *

A parte pública do dia terá início às 15h, com um momento de oração na Igreja de Santo Spirito in Sassia (Borgo Santo Spirito). Às 15h30, os padres iniciarão uma caminhada pela Via della Conciliazione, carregando um sudário com os nomes de 300 crianças palestinas e libanesas mortas após a declaração dos dois “cessar-fogos”.

Desenho do artista Gianluca Costantini: “Cristo Morreu em Gaza”

A caminhada chegará à Praça Pio XII e seguirá pela Via di Porta Angelica, onde os padres cantarão uma canção sobre Taybeh (Cisjordânia), composta especialmente para a ocasião pelo padre espanhol, Xavier Morlans.

Em seguida, seguirão pela Via Cola di Rienzo em direção à Praça Giuseppe Mazzini, encerrando o ato por volta das 17h30 na Praça Monte Grappa, dentro do Jardim Simonetta Cesaroni, em frente à sede da Leonardo S.p.A. (fabricante nos setores aeroespacial, de defesa e de segurança).

No final do ato, os jornalistas terão a oportunidade de entrevistar padres que estarão disponíveis para responder a perguntas em italiano, inglês, espanhol, francês, português, alemão, catalão, dinamarquês e árabe.

Como começou a Rede “Padres Contra o Genocídio”

Em junho de 2025, o padre Rito Maresca, pároco em Piano di Sorrento, sul da Itália, celebrou a festa de Corpus Christi vestindo uma casula que exibia a bandeira da Palestina. Semanas depois, uma religiosa que atua no Oriente Médio escreveu um apelo que mobilizaria um movimento: “Não pode haver neutralidade diante do genocídio: ou se é cúmplice, ou se escolhe a verdade”. O padre Maresca, juntamente com um grupo de padres na Itália, respondeu a esse chamado organizando o primeiro encontro de oração – seguido de ações concretas – em Roma, no dia 22 de setembro de 2025, véspera da Assembleia Geral da ONU.

“Cristo Morreu em Gaza”

Um ano depois, a Rede conta com mais de 2.500 integrantes (padres, bispos e cardeais) em 67 países dos cinco continentes.

No coração do manifesto “Padres Contra o Genocídio” está a afirmação de que eles não estão “contra” ninguém, mas sim a favor de toda vida humana. O movimento declara explicitamente sua rejeição a todas as formas de violência e exige a responsabilização de todas as partes envolvidas no conflito. Condena toda forma de atrocidade, incluindo nos eventos de 7 de outubro de 2023, atribuídas ao Hamas, bem como as atrocidades das guerras em todo o mundo.

Em Roma, os padres não levarão palavras de ordem; em vez disso, carregarão em procissão um sudário contendo os nomes de 300 crianças mortas pelo Estado de Israel em um momento em que as armas deveriam ter silenciado. “Não há trégua que poupe as crianças; as bombas nunca pararam. Em 22 de setembro, levaremos a Roma um sudário com 300 nomes escritos à mão: porque um número pode ser esquecido, mas um nome, não.”

Em comunicado, o comitê diretivo da Rede internacional “Padres Contra o Genocídio”reitera que sua denúncia nunca é dirigida ao povo judeu – por quem reafirma seu respeito absoluto e sua rejeição inequívoca a todas as formas de antissemitismo -, mas constitui, antes, uma condenação firme da liderança política israelense e dos poderes que apoiam suas ações. Os porta-vozes da rede consideram essa distinção – entre antissionismo e antissemitismo – crucial, inclusive do ponto de vista jurídico.

Veículos de comunicação que desejem cobrir o evento devem se credenciar no seguinte link: Solicitação de credenciamento para coletiva de imprensa online. Para mais informações: profetiperlapace@gmail.com – info@priestsagainstgenocide.org

Rede “Padres Contra o Genocídio”

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