
O missionário da Consolata, padre Maurice Sheith Oluoch Awiti, nasceu em 1972, em Nyabondo, no condado de Kisumu (Quênia). É filho de Wadawi John Awiti e Mary Auma Ajuok. Atualmente, exerce seu ministério em Manizales, na Colômbia.
Por Jaime C. Patias *
Neste vídeo, gravado em Roma, em setembro de 2025, durante o curso de formação permanente G25, ele conta sua história vocacional, seu caminho de formação e a experiência missionária que o acompanha há mais de 20 anos.
Maurice conheceu os missionários da Consolata enquanto concluía seus estudos no Ringa College. Posteriormente, ingressou no seminário de Filosofia de Nairóbi e prosseguiu seu caminho formativo com o Noviciado em Sagana, onde, em 6 de agosto de 1997, fez sua primeira profissão religiosa. Depois, realizou os estudos de Teologia na Allamano House, em Nairóbi, onde conheceu o padre Antonio Vismara, um grande formador que faleceu em 20 de setembro de 2025.
Após a ordenação sacerdotal, realizada em 27 de setembro de 2001, padre Awiti foi destinado à missão de Maralal. «Gostaria de destacar o trabalho que realizei com os jovens das periferias de Maralal», relata o missionário. «Depois, fui transferido para Kisumu, onde continuei dedicando-me à pastoral juvenil e à promoção das comunidades cristãs de base».
A experiência adquirida nesse campo pastoral levou padre Awiti a assumir a função de administrador do seminário de Nairóbi, tarefa na qual contribuiu para a organização e a gestão da instituição. Posteriormente, iniciou uma nova experiência no âmbito da pastoral vocacional. «Foi um caminho gradual, acompanhando os jovens que desejavam ingressar no Instituto», explica.

Os participantes do curso de formação G25 na igreja de Santo André, em Castelnuovo Don Bosco.
Chegou o momento de deixar o Quênia, e padre Awiti foi destinado à Colômbia, na América do Sul. «O primeiro desafio foi aprender o espanhol e, depois, iniciar o trabalho missionário. Após o curso de língua em Medellín, recebi minha primeira destinação para Iquitos, no Equador, onde a Região Colômbia tinha uma comunidade. Ali, além de me adaptar ao clima, o maior desafio foi conhecer e compreender a cultura dos povos indígenas. Eu me perguntava como acompanhar essas comunidades, portadoras de uma história milenar, dentro da perspectiva da missão ad gentes, à qual nós, missionários da Consolata, somos chamados», afirma.
Dessa experiência nasceu o desejo de aprofundar os estudos em antropologia cultural. Padre Awiti frequentou, então, a Universidade de Quito. «Estudei durante dois anos e depois retornei à paróquia onde estava trabalhando. Mais tarde, consegui uma bolsa de estudos na Universidade Andina para realizar o doutorado em História. Meu objetivo era compreender mais profundamente os processos de organização da vida dos povos indígenas, particularmente no contexto do caminho da Igreja. Foi uma experiência de grande valor, que me deu a oportunidade de aprofundar a figura de um dos mais importantes bispos da América Latina, dom Leonidas Proaño» (San Antonio de Ibarra, 29 de janeiro de 1910 – Quito, 31 de agosto de 1988).

A pesquisa foi publicada no livro «Seguindo os passos de Leonidas Proaño» (Editora Abya-Yala, 2025). Na obra, padre Awiti destaca o compromisso do bispo equatoriano em favor dos povos indígenas, ressaltando sua proximidade com essas comunidades, a valorização das culturas originárias e a defesa constante de sua dignidade e de seus direitos.
Depois da experiência no Equador, padre Awiti foi transferido para Manizales na Colômbia, onde atualmente exerce o serviço de acompanhamento pastoral dos estudantes do Colegio Campestre dos missionários da Consolata. Há dois anos vive na comunidade IMC San José, junto aos missionários idosos e enfermos da Região Colômbia-Equador.
Jubileu sacerdotal
Em Roma, para participar do curso de formação permanente, em setembro de 2025, padre Awiti refletiu sobre seu Jubileu sacerdotal, celebrado pelos 25 anos de ordenação, em sintonia com o Jubileu de 2025, «Peregrinos de esperança».

«Neste momento, sinto-me verdadeiramente um peregrino de esperança, sobretudo porque compartilho este caminho com um grupo de confrades, alguns dos quais não via há 25 anos. É um tempo precioso para redescobrir minha vocação dentro do Instituto: uma oportunidade para voltar às raízes, onde tudo começou, visitando a casa natal do Fundador, em Castelnuovo Don Bosco, a Casa-Mãe, em Turim, a Casa Geral e, finalmente, Roma. É uma peregrinação que me ajuda a redescobrir o sentido do chamado que Deus continua a dirigir-me. Vivo esta experiência com grande esperança e renovada força para continuar meu caminho como missionário da Consolata».
Padre Awiti conclui com uma reflexão em forma de pergunta: «Como podemos ser significativos no mundo de hoje?» Durante o curso, aprofundamos os desafios da vida religiosa e os desafios do nosso tempo, procurando compreender como retornar ao nosso carisma e à nossa espiritualidade. «Portanto, seguindo o exemplo de São José Allamano, somos convidados a viver nossa vocação missionária com esperança, alegria e renovado entusiasmo».
* Padre Jaime C. Patias, IMC, Secretariado Geral para Comunicação.


