Irmão Joseph Wamalwa: Promover a vocação do Irmão e trabalhar com o povo

Irmão Joseph Wamalwa e Padre Frederick Agalo durante o curso de formação permanente em Roma, setembro de 2025. Foto: Jaime C. Patias

Nascido em 1974 em Bumula, na Diocese de Bungoma, oeste do Quênia, o missionário da Consolata, Irmão Joseph Wamalwa Marango, é filho de Mark Wamalwa e Agnes Nasike. Ele foi batizado quando criança e frequentou a escola em sua cidade natal e depois em Kakamega. Lá, ele conheceu os missionários da Consolata, incluindo alguns de seus colegas.

Por Jaime C. Patias *

Joseph se recorda de ter recebido algumas publicações do Padre Attilio Lerda, então promotor vocacional no Quênia. Depois de lê-las, escreveu uma carta ao missionário e, duas semanas depois, recebeu a resposta com mais informações sobre as missões. Em seguida, fez o pedido para entrar no seminário. Após concluir o ensino médio, foi convidado a participar de alguns encontros em Nairóbi e, quatro meses depois, foi admitido no seminário da Consolata.

Neste vídeo, gravado em Roma em setembro de 2025 durante o curso de formação permanente (G25), o Irmão Joseph Wamalwa conta a história de sua vocação como Irmão missionário da Consolata.

“Quero ser um Irmão”

“Desde o início, eu queria ser Irmão missionário.” Durante a minha formação, “tive que fazer alguns cursos sobre a vida religiosa e depois estudar engenharia na Politécnica antes de ir para Sagana para o meu ano de Noviciado. No final, me perguntaram se eu queria mudar de ideia, e eu disse que não: quero ser um Irmão missionário”, reafirmou Joseph Wamalwa.

A vocação à Irmão no Instituto da Consolata é um chamado aos leigos para a vida missionária consagrada. O Irmão não recebe a ordem sagrada do sacerdócio, mas participa plenamente da missão evangelizadora, dedicando-se a proclamar o Evangelho por meio do trabalho prático, profissional, educacional e de desenvolvimento humano.

Após emitir a primeira profissão religiosa em 1998, o Irmão Joseph mudou-se para o Seminário “Allamano House” com os outros seminaristas da teologia, onde estudou desenvolvimento humano e gestão de projetos na Universidade Tangaza. Ao final do curso, em vez de partir para uma missão fora do Quênia, o padre Francesco Viotto lhe pediu que permanecesse no país. Então, ele fez sua profissão perpétua e foi para o Instituto Técnico de Sagana. “Ocupei vários cargos até que, em 1979, me tornei o primeiro diretor queniano do Instituto Técnico”, diz ele.

“Trabalhei lá por cerca de oito anos, um tempo durante o qual aprendi muito. Sou feliz e grato a Deus porque Ele me ajudou e eu pude ajudar muitos alunos; o programa funcionou muito bem.”

Finalmente, após essa experiência enriquecedora, o Irmão Joseph foi enviado para a Costa do Marfim, onde por três anos realizou trabalhos pastorais, uma missão que significou muito para ele. Ao retornar ao Quênia, trabalhou em projetos na Casa Familia Ya Ufariji, que acolhe crianças e jovens em situação de rua, oferecendo-lhes educação e dignidade. Em seguida, trabalhou no seminário filosófico e depois por quatro anos no Dispensário de Sagana, seguido de um período sabático em Nairóbi.

Durante esse tempo, Irmão Joseph participou do curso de atualização em Roma para missionários que celebram 25 anos de ordenação ou profissão religiosa. “Aprendi muito. Pude ver com meus próprios olhos coisas que só conhecia pelos livros, e isso me revigorou. Visitei o Vaticano, os museus e a terra natal do nosso Fundador (Castelnuovo Don Bosco e Turim), bem como inúmeras igrejas de importância histórica. Estou voltando para casa com todo esse conhecimento, que me ajudará em meus futuros projetos. Aliás, estou voltando melhor do que quando cheguei, e estou muito feliz com isso. Agradeço à Direção Geral pelo curso”, disse ele.

Participantes do curso de formação permanente G25 em Roma, setembro de 2025

A vocação do Irmão

No Instituto há 28 irmãos. “As vocações à Irmão estão diminuindo, mas esperamos o melhor para o futuro. Em 2027, celebraremos o ‘Ano dedicado aos Irmãos’ e esperamos promover essa vocação em nossa congregação. Hoje, precisamos de Irmãos que estejam se preparando, estudando para se tornarem médicos, advogados, etc., e que testemunhem o amor de Deus entre aqueles a quem são enviados em missão. Chegou a hora de todos os missionários se comprometerem a promover a vocação do Irmão. Vivemos em uma época em que as pessoas estão muito ocupadas e se esquecem da sua fé; é ao encontro delas que somos chamados a ir. Isso teria um impacto profundo em suas vidas”, conclue o Irmão missionário.

* Padre Jaime C. Patias, Secretariado para a Comunicação.

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