
A Família Consolata despede-se da irmã Rosa Clara Ana Franzoi, MC, que concluiu sua peregrinação terrena na manhã de 14 de julho de 2026, aos 82 anos. Missionária da Consolata por 61 anos, deixa um legado de dedicação ao anúncio do Evangelho e à missão ad gentes.
Por Júlio Caldeira IMC *
A Família Consolata está de luto pela partida da irmã Rosa Clara Franzoi, Missionária da Consolata, que fez sua Páscoa definitiva na manhã de 14 de julho de 2026, na Casa José Allamano, em São Paulo (SP), aos 82 anos de idade. Natural de Rio do Oeste, Santa Catarina, nasceu em 23 de julho de 1943, filha de Fortunato Franzoi e Clara Paterno. Viveu 61 anos de consagração religiosa, oferecendo toda a sua vida ao anúncio do Evangelho e ao serviço da missão.
Ainda adolescente, ingressou no Instituto das Irmãs Missionárias da Consolata e professou seus votos religiosos em 1965. A partir de então, iniciou uma longa caminhada missionária no Brasil, marcada por profunda dedicação à Igreja, à missão ad gentes e ao carisma de São José Allamano.

Missionária da animação vocacional
Ao longo de sua vida religiosa, irmã Rosa Clara desenvolveu seu trabalho em diferentes estados brasileiros, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal. Seu principal campo de atuação foi a Animação Missionária e Vocacional, missão que abraçou com entusiasmo e fidelidade.
Na região de Santana, zona norte da capital paulista, tornou-se muito conhecida e querida por sua dedicação, competência e alegria. Mesmo enfrentando uma saúde sempre delicada, nunca permitiu que o cansaço, a dor ou as limitações diminuíssem seu ardor missionário. Visitava paróquias, promovia encontros de formação, ministrava cursos de liturgia e colaborava ativamente na organização de iniciativas missionárias, como os COMIREs e COMIDIs, além de integrar a equipe da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) da zona norte de São Paulo.

Na comunidade religiosa, destacava-se pelo cuidado com a liturgia diária, pela animação dos momentos de oração e formação permanente e pelo dom do canto, colocando seus talentos a serviço da vida fraterna.
Comunicação como ministério
Um dos capítulos mais marcantes de sua trajetória foi o serviço prestado à comunicação missionária. Durante muitos anos, trabalhou na Revista Missões Consolata, em estreita colaboração com os Missionários da Consolata, tornando-se uma das principais responsáveis pela produção e revisão de conteúdos da publicação.
Como escritora, revisora e redatora, colaborou na elaboração de reportagens, entrevistas, artigos e reflexões sobre a missão ad gentes, a espiritualidade de São José Allamano e a vida da Igreja. Sua assinatura está presente em diversas publicações da Revista Missões e do Portal Consolata, registrando importantes acontecimentos da caminhada missionária no Brasil e no mundo.

Para irmã Rosa Clara, comunicar era muito mais do que transmitir informações. Ela compreendia a comunicação como um verdadeiro ministério de evangelização, capaz de aproximar pessoas da missão, despertar vocações e fortalecer a comunhão entre missionários, comunidades e benfeitores.
Seu trabalho deu visibilidade ao testemunho de missionários presentes nos quatro continentes e ajudou a formar gerações de leitores comprometidos com a missão da Igreja.
Fidelidade até o fim
Em 2018, foi transferida para a Casa José Allamano, em São Paulo, para dar continuidade ao tratamento de saúde. Mesmo com as limitações físicas cada vez maiores, permaneceu disponível para realizar tudo aquilo que ainda lhe era possível. Aos poucos, suas forças foram diminuindo, até que partiu serenamente ao encontro do Senhor.
Quem conviveu com irmã Rosa Clara recorda sua serenidade, competência, espírito de serviço, atenção aos detalhes e profunda capacidade de trabalhar em equipe. Era uma presença discreta, mas extremamente eficaz, sempre pronta para servir com humildade, alegria e amor.

Ao longo de mais de seis décadas de vida consagrada, irmã Rosa Clara testemunhou que também se pode evangelizar por meio da palavra escrita, da formação, da liturgia e do serviço cotidiano. Viveu intensamente o ideal missionário de São José Allamano, convencida de que a missão nasce do encontro com Cristo e se realiza através da generosidade, da comunhão e da esperança.
Sua partida deixa saudades entre familiares, irmãs de congregação, missionários, amigos e todos aqueles que compartilharam sua caminhada. Permanece, porém, o testemunho luminoso de uma mulher que viveu com simplicidade, fidelidade e total dedicação ao Reino de Deus.
Que o Senhor acolha irmã Rosa Clara na plenitude de seu amor e conceda que seu exemplo continue inspirando novas vocações missionárias e fortalecendo todos aqueles que dedicam a vida ao anúncio do Evangelho.

* Pe. Júlio Caldeira é missionária da Consolata na Colômbia / esta notícia contém informações de consolata.org.br e Irmãs Missionárias da Consolata


