A Igreja Católica no Níger

23 de setembro de 2021
Pequena comunidade católica no Níger – Foto: arquivo VaticanNews

O país é predominantemente muçulmano, com 98,3% da população. A Igreja católica é ativa nos campos da saúde, educação e diálogo inter-religioso, e sofre com a perseguição dos grupos armados jihadistas.

Por Fernando Altemeyer *

Níger tem uma superfície de 1.267.010 quilômetros quadrados, na África Ocidental.   Faz fronteiras com Argélia, Benin, Burkina, Libia, Mali, Nigéria e Tchad. Mais de 75% de sua área é o Deserto do Saara. Sua capital, Niamey, tem 1,3 milhão de habitantes. O Níger faz parte do universo Tuaregue que se estende por cinco países da África Setentrional. No país se falam os idiomas dahomeano, togolense, tamahek, fulfuldé, kanouri ou béri-béri, mossi, gourmandjé, djérmé ou songai, haoussa, francês, e outros idiomas locais.

O país é cortado pelo rio Níger. A vida econômica está concentrada no sul do país ao redor desse rio, que faz fronteira com a Nigéria. Possui importante fonte de urânio sendo o quinto produtor mundial. Possui importantes reservas de ferro e ouro (Samira Gold mine).

Níger é parte do Império Songai, incorporado de forma imperialista pelos franceses em 1896. Em 1922, o território é transformado em colônia francesa. Em 1958, torna-se república autônoma da comunidade francesa e, em 1960, proclama a independência. Desde então, os militares são a força política dominante, em conflito permanente com os tuaregues.

Perto de 98% das crianças apresentam marcas de desnutrição, sendo um dos países mais pobres do planeta. Seu índice de fecundidade é de sete filhos por mulher, a esperança de vida é de apenas 44,7 anos. A população urbana é de 22,74%. 

Atualmente são 24.615.000 habitantes, dos quais 21.000 católicos, ou seja, 0,008% da população, segundo as estatísticas publicadas pela Santa Sé.

Dados Eclesiais

Há duas circunscrições eclesiásticas, sendo uma arquidiocese e uma diocese. O episcopado conta atualmente com cinco bispos, sendo um arcebispo na ativa e um emérito, um núncio apostólico, um bispo na ativa e um emérito.

A organização pastoral se faz por meio de 24 paróquias de atendimento pastoral e diálogo com os muçulmanos. Os ministros do povo de Deus são 47 sacerdotes (23 padres do clero secular e 24 membros do clero religioso ou regular), dez seminaristas, 31 irmãos, cinco missionários leigos, 83 religiosas consagradas e 248 catequistas.

Bispos da Conferência Episcopal de Burkina Faso e Níger – Foto: Arquivo CEBN

A evangelização principia com a vinda de missionários em 1831, fundando uma missão em Niamey confiada aos Padres das Missões Estrangeiras. A primeira prefeitura apostólica foi erigida em 1942, confiada aos padres redentoristas. A primeira diocese foi estabelecida em 21/03/1961.

O país é predominantemente muçulmano, com 98,3% da população do grupo sunita. Existem membros de religiões tradicionais que somam 1% da população. A Igreja católica é ativa nos campos da saúde, educação e diálogo inter-religioso, e sofre com a perseguição dos grupos armados jihadistas.

Nenhum cardeal indicado para o Níger.

Nenhum bispo no Concílio Vaticano I de 08/12/1869 a 20/10/1870:

Bispo participante ao Concílio Vaticano II de 1962 a 1965:

Marie-Jean-Baptiste-Hippolyte Berlier, CSSR (1912-1992), †, bispo de Niamey; Idade: 46.5, francês.  Presente às quatro sessões conciliares. Bispo de 1961 até o emeritato em 1984. Falecido.

* Perfil da Igreja Católica da República do Níger – République du Niger – Pesquisa para o Portal da Consolata elaborada pelo Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior – Departamento de Ciências Sociais da PUC-SP.  Email: fajr@pucsp.br

Fontes da pesquisa: www.vatican.va; http://www.catholic-hierarchy.org/country; http://cardinals.fiu.edu/1873-2019-country.htm; Conférence des Evêques de Burkina Faso et du Niger;  https://secam.org/

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