A Igreja Católica no Djibouti

22 de abril de 2021
Mulher no mercado popular em Djibouti – Foto: Alfonso Belda – flickr.com

Há somente uma circunscrição eclesiástica no país, a diocese de Djibouti, com cinco paróquias e seis centros de atendimento pastoral. No país muçulmano, a única festa cristã reconhecida é o Natal.

Por Fernando Altemeyer *

Com uma superfície de 23.200 quilômetros quadrados, Djibouti faz fronteiras com Eritreia, Etiópia e Somália. Os idiomas falados no país são: árabe, francês, afar e somali. Sua capital é Djibouti com 604 mil habitantes. Possui uma taxa de fecundidade de 2,19 filhos por mulher e uma expectativa de vida de 58,5 anos.

Atualmente são 955.000 habitantes, dos quais 5.000 católicos, ou seja, 0,05% da população, segundo as estatísticas publicadas pela Santa Sé.

Dados Eclesiais

Há uma circunscrição eclesiástica, a diocese de Djibouti. O episcopado conta atualmente com um bispo diocesano, um emérito e o núncio apostólico que vive na Etiópia.

Dom Giorgio Bertin, único bispo católico de Djibouti – Foto: Mundo Negro

A organização pastoral se faz por meio de cinco paróquias e seis centros de atendimento pastoral. Os ministros do povo de Deus em Djibouti são quatro sacerdotes do clero secular, um seminarista, seis irmãos, cinco missionários leigos, 28 religiosas consagradas e dez catequistas.

Os muçulmanos sunitas são 96,9% e os protestantes 2,3%.

Curiosidades

O país anteriormente fez parte da Etiópia. A evangelização é anterior a chegada dos árabes e do islamismo em 1200 d.C. Uma prefeitura apostólica foi criada em 28/04/1914 e elevada a diocese em 14/09/1955.

Católicos, protestantes e ortodoxos são autorizados a estar no país, mas os judeus estão proibidos. Os cristãos são de rito copta. Há alguns do rito ortodoxo grego.

A Igreja católica possui cinco escolas, cinco centros para jovens mulheres e três centros profissionalizantes. A única festa cristã reconhecida é o Natal.

Não há cardeal indicado para o Djibouti na história da Igreja Católica.

Não havia hierarquia constituída no Djiobuti durante o Concílio Vaticano I de 08/12/1869 a 20/10/1870.

Bispo presente ao Concílio Vaticano II de 1962 a 1965:

Henri Alfred Bernardin Hoffmann, O.F.M. Cap. nas quatro sessões. Nascido na França em 1909. Faleceu em 1979.

Presença da Consolata

Os missionários da Consolata estiveram presentes na pequena República do Djibouti de 2004 a 2013. No X Capítulo Geral (1999) o Instituto foi convidado a encontrar na África uma presença específica para o diálogo com o mundo islâmico (n° 74). Entre as propostas possíveis estava Djibouti, como resposta ao convite do Bispo Dom Georges Perron e, a partir de 2001, do seu sucessor, o Dom Giorgio Bertin. Esta presença contava com a proximidade geográfica da Região da Etiópia, da qual dependia o pequeno grupo de missionários que foram enviados para esta fundação.

Missionárias da Consolata em Djibouti, nos dias atuais – Foto: Arquivo MC Djibouti

Após uma preparação minuciosa, as Irmãs Missionárias da Consolata juntaram-se ao projeto; elas continuam até hoje presentes no país. Os caminhos do diálogo com a realidade islâmica foram empreendidos principalmente através do testemunho da vida, mas também através de uma presença mais visível e concreta nos domínios da educação, saúde e Caritas.

* Perfil da Igreja Católica da República de Djibouti –  Republique du Djibouti – Jumhuuriyada Iabuti. Pesquisa para o Portal da Consolata preparada pelo Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior – Departamento de Ciências Sociais da PUC-SP.  Email: fajr@pucsp.br

Fontes de Pesquisa: www.vatican.vawww.catholic-hierarchy.org; www.cardinals.fiu.eduwww.secam.org

Conteúdo Relacionado