A Igreja Católica na Mauritânia

4 de setembro de 2021
Mesmo com dificuladades, as irmãs cuidam dos que mais precisam na Mauritânia – Foto: ACN

Nessa República Islâmica, onde os muçulmanos somam 99,1%, a imensa maioria dos católicos são trabalhadores estrangeiros vindos da Europa, das Américas, do Líbano e os Manjacs da Guiné-Bissau.

Por Fernando Altemeyer *

O país tem uma superfície de 1.030.700 quilômetros quadrados. Os idiomas falados são o árabe, francês e dialetos dos povos nômades. Sua capital é Nouakchott, com 881 mil habitantes. Faz fronteiras com Argélia, Mali, Saara Ocidental e Senegal. A taxa de fecundidade no país é de 3,65 filhos por mulher, a expectativa de vida é de 53,2 anos e a população urbana é de 63%.

Atualmente 4.651.000 habitantes, dos quais 4000 católicos, ou seja, 0,008% da população, segundo as estatísticas publicadas pela Santa Sé. A imensa maioria dos católicos são trabalhadores estrangeiros vindos da Europa, das Américas, do Líbano e os Manjacs da Guiné-Bissau. O proselitismo cristão é proibido.

Ainda existem centenas de escravos negros submetidos na Mauritânia. A Mauritânia, juntamente com Madagascar, é um dos únicos dois países do mundo que não utilizam o sistema decimal para a sua moeda, cuja unidade básica, o ouguiya, é composto por cinco khoums.

Dados Eclesiais

Há uma circunscrição eclesiástica, a diocese de Nouakchott. O episcopado conta com o bispo diocesano dom Martin Albert Happe, M. Afr. e o núncio apostólico dom Michael Wallace Banach, que reside no Senegal. 

A organização pastoral se faz por meio de cinco paróquias e sete centros de atendimento pastoral. Os ministros do povo de Deus são doze sacerdotes (três padres do clero secular e nove membros do clero religioso), dois seminaristas, um irmão consagrado, um membro de instituto secular, 36 religiosas consagradas e dezoito catequistas.

Dom Martin Happe, bispo na Mauritânia – Foto: ACN

Nessa República Islâmica, onde os muçulmanos somam 99,1% da população do país.

Curiosidades

O Vicariato Apostólico de Saint-Louis do Senegal era responsável por esse imenso país de 1779 a 1877. A diocese de Nouakchott foi criada em 18/12/1965.  O país sofreu uma ditadura que perdurou por 21 anos terminando em 2005. Não possui relações diplomáticas com o Estado do Vaticano.

Não houve nomeação de cardeal para a Mauritânia.

Nenhum bispo presente ao Concílio Vaticano I de 08/12/1869 a 20/10/1870.

Bispo presente ao Concílio Vaticano II de 1962 a 1965:  

  • Michel-Jules-Joseph-Marie Bernard, C.S.Sp. †, Arcebispo Emérito de Brazzaville, Congo e Arcebispo titular de Arae in Mauretania; Idade: 53.8. Hoje falecido.

* Perfil da Igreja Católica da República Islâmica da Mauritânia – Al-Jamburiyyah al-Muritaniyyah. Pesquisa para o Portal da Consolata preparada pelo Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior – Departamento de Ciências Sociais da PUC-SP.  Email: fajr@pucsp.br 

Fontes da pesquisa: www.vatican.va; http://www.catholic-hierarchy.org/country; http://cardinals.fiu.edu/1873-2019-country.htm; https://secam.org/ 

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