Viver a consagração religiosa como missionária da Consolata

Participantes no curso de formação com toda a Direção Geral em Roma. Fotos: Jaime C. Patias

“O Instituto é uma família de pessoas consagradas para a missão ad gentes para toda a vida, em comunhão fraterna, na profissão dos conselhos evangélicos e tendo Maria como modelo e guia. É nosso dever aprofundar os valores missionários da consagração religiosa e acolher o dinamismo que a missão imprime à vida religiosa” (Const. 4).

Por Vilson Jochem *

Com esta motivação extraída das Constituições do Instituto Missões Consolata (IMC), o grupo de missionários jubilares reunidos em Roma para o curso de formação contínua recebeu, nos dias 8 e 9 de maio, toda a Direção Geral para refletir sobre a realidade da congregação no mundo.

Cada Conselheiro Geral responsável por acompanhar um Continente apresentou a realidade vivida pelos missionários nos vários contextos de missão, com as suas alegrias e desafios no meio dos quais vivemos a nossa consagração religiosa no serviço missionário.

A formação dos missionários é essencial para qualificar a missão

O Conselheiro Geral, padre Erasto Colnel Mgalama, iniciou o encontro com uma interessante reflexão sobre a Vida Consagrada no contexto de África. Apresentou os elementos que esta rica realidade cultural pode trazer para a vivência da consagração ao Senhor, dada a experiência da família alargada num contexto que valoriza a vida comunitária e a partilha. Falou também das possíveis dificuldades que a cultura pode trazer, sublinhando a importância de nos concentrarmos nos contributos e não nas dificuldades, sabendo que muitos elementos mudaram ao longo dos anos.

Inspirado na Parábola do Filho Pródigo (Lc 15, 11-32), onde a família sofre as consequências da decisão do filho mais novo de deixar a casa do pai, padre Erasto convidou o grupo a ter a atitude do pai. “Valorizar a acolhida, assumir a responsabilidade na família e na comunidade, ajudar a superar as dificuldades que levam a culpar o outro; perdoar e ser capaz de conduzir os filhos à vida adulta”.

Conselheiro Geral, padre Erasto Colnel Mgalama

Padre Erasto recordou ainda que, “a Vida Consagrada como Missionário da Consolata dá-se no seguimento de Cristo a partir da sua experiência de Kenosis, na obediência à vontade do Pai, na castidade que se torna serviço no trabalho quotidiano e na pobreza, a exemplo de Cristo que, sendo rico, se fez pobre (cf. 2 Cor 8, 9; Flip 2, 6 – 8). Na Vida Consagrada este apelo é para todos, independentemente da origem”, advertiu o Conselheiro Geral.

Leia também: Palavra de Deus: alma e guia da Vida Consagrada

O Instituto está presente em 11 países africanos, onde trabalham 283 missionários. “Em termos de vocações, o Continente é o que mais está contribuindo, por isso devemos dar graças a Deus e saber acompanhar a formação para ter missionários comprometidos com a missão do Instituto”. Originários de África, o Instituto tem 133 estudantes (no noviciado e teologia).

Padre Michelangelo Piovano e padre James Lengarin

Em seguida, o vice Superior Geral, padre Michelangelo Piovano, o Conselheiro Geral para a América, padre Juan Pablo de los Ríos, e o responsável pelo secretariado da formação, padre Mathews Odhiambo, partilharam a realidade do Instituto na Ásia, Europa e América. O padre Tamrat Defar, missionário etíope que participa do curso e trabalhou durante 20 anos na Coreia do Sul, apresentou a história do Instituto na Coreia, Mongólia e Tiwan.

As informações deram uma boa visão da vida e da missão, com os seus desafios e as soluções. A formação e o acompanhamento dos missionários nas diversas circunscrições contribuem para qualificar o serviço missionário.

Conselheiro Geral para a América, padre Juan Pablo de los Ríos
Habemus papam

O dia 8 de maio se tornou histórico com o fumo branco que anunciava a eleição do novo Papa. Logo que a notícia chegou à sala de reuniões da Casa Geral, o grupo explodiu de alegria e correu para a Praça de São Pedro para testemunhar com mais de 100 mil pessoas e o mundo inteiro o dom do Papa Leão XIV à Igreja.

* Padre Vilson Jochem, IMC, missionário na Venezuela.

Papa Leão XIV. O Conclave elegeu o Cardeal Robert Francis Prevost 267º Bispo de Roma. Foto: Jaime C. Patias
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