Mauricio López: A experiência de escuta do Sínodo Amazônico é um legado para a Assembleia Eclesial

Mauricio Lopez na Via Sacra dos mártires durante o Sínodo para a Amazônia em Roma, outubro 2019. Foto: Jaime C. Patias

A REPAM deve seguir sendo “ponte” para levar o processo de escuta à periferia, lugares onde as populações nunca foram ouvidas. “Trata-se de partilhar o tesouro que a Igreja na Amazônia tem sido capaz de produzir e a riqueza de vida que tem gerado”.

Por Carmen Julia Luján

O diretor do Centro Pastoral de Ação Social e Redes do CELAM, Mauricio Lopez, destaca que o exercício de escuta deixado pela experiência do Sínodo para a Amazônia é um legado para a Assembleia Eclesial no sentido de uma escuta mútua, recíproca e transformadora.

Segundo ele, o Sínodo Amazônico trouxe à tona temas que estavam no coração dos povos indígenas e na prática da Igreja missionária neste território e que estão gradualmente se tornando verdadeiras conversões, reformas e mudanças, talvez não em um ritmo acelerado, mas com passos significativos.

Isso revela que as mudanças que vêm da escuta e do discernimento não estão associadas a pessoas e estruturas, mas seguem a lógica do povo de Deus.

Foto: Agência Fides

“Quando iniciamos o processo de preparação para a Assembleia Eclesial, o pedido era muito claro: queremos o modelo de escuta que a Igreja na Amazônia nos proporcionou a partir do Sínodo para ajudar a Igreja universal. Queremos que o caminho para alcançar as periferias existenciais e geográficas seja aplicado e seja algo irreversível”, disse Lopez durante o Fórum “Construindo novos caminhos para a Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe” realizado em 28 de junho pelo Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM).

Desta forma, Mauricio Lopez, convidou a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) a continuar sua ação como “ponte” para levar o processo de escuta à periferia, aos lugares onde as populações nunca foram ouvidos. “Trata-se de partilhar o tesouro que a Igreja na Amazônia tem sido capaz de produzir e a riqueza de vida que tem gerado”, enfatizou ele.

Assembleia Eclesial

López afirmou que a Assembleia Eclesial quer ser “uma porta aberta para que em meio a esta pandemia gere uma verdadeira presença de escuta que acompanhe os gritos da Mãe Terra e dos povos. Desta forma é possível aspirar à sinodalidade”.

Por fim, convidou todos a abraçarem o processo de escuta da Assembleia Eclesial “como algo próprio, que não seja um evento distante ou externo, mas uma oportunidade real de gerar espaços de transformação que ajudem a encontrar novos caminhos.

“Precisamos abraçá-la como nossa, precisamos nos encarregar desta conversão, desta reforma de nossa Igreja em uma chave mais sinodal, mais missionária de discipulado e de saída”, concluiu ele.

Fonte: REPAM

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