Dom Giovanni Crippa toma posse na Catedral de Ilhéus

A Diocese de Ilhéus, no litoral sul da Bahia, tem um novo Bispo. Dom Giovanni Crippa, IMC, tomou posse na manhã deste sábado, 9 de outubro, numa celebração Eucarística com início às 10h na Catedral de São Sebastião.

A cerimônia começou às 9h, num ato cívico que contou com a presença de autoridades civis da cidade e região, e  foi transmitida pelas redes sociais. Ao todo, treze bispos do regional Nordeste 3 e de outras regiões do Brasil participaram, entre eles, o bispo da Arquidiocese de Salvador, o cardeal Dom Sérgio da Rocha. Padres e diáconos da diocese de Ilhéus e de outras regiões também estiveram presentes. 

A diocese de Ilhéus foi criada em 1913 pelo papa Pio X e hoje com suas 41 paróquias compreende mais de 750 comunidades em 27 municípios.

Após breve discurso de agradecimento da parte de dom Giovanni, no qual sublinhou a importância do trabalho em conjunto da Igreja com o poder público para o bem do povo de Ilhéus, os bispos com o colégio dos consultores seguiram em procissão para a catedral onde aconteceu a celebração eucarística iniciada por Dom Sérgio da Rocha, arcebispo metropolitano de Salvador e primaz do Brasil. Foi feita a leitura das Letras Apostólicas nas quais o Papa Francisco nomeou dom Giovanni como bispo e pastor da diocese de Ilhéus e em seguida, dom Sergio da Rocha entregou o báculo, sinal visível do pastoreio, convidando dom Giovanni a sentar-se na cátedra, sinal do magistério e poder do pastor da Igreja particular.

Representantes do clero diocesano, das religiosas, das pastorais e movimentos e das famílias se aproximaram do bispo para prestarem seu respeito e obediência.

“Este lugar é muito significativo, esta Igreja que me abriu as suas portas, esta Igreja centenária, esta Igreja que é o símbolo de uma Igreja que quer acolher, que quer abraçar. Mas também é símbolo de uma Igreja de quem quer sair, quem quer ir ao encontro das pessoas, para viver alegrias e tristezas, para partilhar a vida de cada dia”, afirmou Dom Giovanni durante a celebração.

“A Igreja tem uma única coisa que quer anunciar: o Evangelho, o amor de Deus por nós, o amor que não somente deve sair dos nossos lábios mas deve sair das nossas mãos, dos nossos pés, do nosso ser.  Nós seremos sempre uma Igreja de portas abertas para acolher, de portas abertas para sair, com certeza iremos realizar o sonho de Deus para esta terra banhada pelo mar, esta terra que é o resultado do esforço das lágrimas, dos sofrimentos de tantas pessoas que também construíram esta cidade, este território. Chego, não em meu nome, mas em nome da Igreja, em nome de Deus.

Eu disse o meu sim, que é pequeno, mas sei que este sim colocado nas mãos de Deus, Deus irá fazer o resto. Deus precisa somente do nosso sim, da nossa disponibilidade. O resto, Ele vai fazer. Por isso que peço a vocês, que me ajudem a transformar este meu pequeno sim. Juntos, as autoridades civis, religiosas, que estão aqui presentes, juntos possamos construir algo de belo, de bom, de verdadeiro. Sempre, porém, tendo como verdade norteadora, o Evangelho, a pessoa de Jesus Cristo. Centrados nele, iremos caminhar juntos, construir juntos, àquilo que Deus deseja para esta terra, para esta cidade, para a nossa diocese”.

Disse que, indagado nestes dias qual seria seu programa pastoral ao tomar posse da diocese da Ilhéus, confessou que não tinha um programa. Pois o programa é algo a ser construído junto, mas disse que, por outro lado, não há outro programa senão anunciar Jesus Cristo, ajudar as pessoas a encontrá-lo e transformar o encontro com o Senhor em caridade para como os outros. E concluiu pedindo a intercessão da Virgem Maria para que infunda em seu coração uma generosa e renovada doação a Cristo e à sua Igreja e que o exemplo do ardor missionário do Bem Aventurado José Allamano, fundador dos Missionários da Consolata, congregação à qual pertence, o acompanhe na missão de levar a mensagem do evangelho a cada pessoa que Deus irá colocar ao longo de seu caminho.

No final da celebração eucarística um representante do clero e um do conselho de leigos fizeram discurso de saudação e agradecimento.

Dom Giovanni com os colegas da congregação, os padres Sandro Dalanora, Luiz Emer e Luiz Antônio de Brito.

Participaram da celebração em Ilheus, o Superior Regional IMC no Brasil, Padre Luiz C. Emer, o administrador Regional, Padres Sandro Dalanora e o Padre Luiz Antônio de Brito, que trabalha em Feira de Santana, Bahia.

Dom Giovanni Crippa

Missionário da Consolata, Dom Giovanni nasceu em Milão, Lombardia, Itália em 13 de setembro de 1981, professou os votos perpétuos no Instituto Missões Consolata. Foi ordenado presbítero no dia 14 de setembro de 1985. Doutorou-se em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em 1996. Viveu seus primeiros anos de sacerdócio na Itália, onde foi animador missionário e vocacional, professor na Faculdade de Missiologia da Pontifícia Universidade Urbaniana e membro da equipe de Coordenação do Departamento Histórico do Instituto da Consolata. Desde 2001, está no Brasil, passou por Feira de Santana, Estância e Salvador.

Em 21 de março de 2012, o Papa Bento XVI o nomeou bispo-auxiliar da arquidiocese de São Salvador e titular de Accia. Sua sagração episcopal ocorreu em 13 de maio seguinte, na Igreja de Santo Antônio, em Feira de Santana, presidida pelo arcebispo dom Frei Itamar Navildo Vian, sendo co-sagrantes o arcebispo-primaz dom Murilo Krieger e dom Walmir Alberto Valle, bispo emérito de Joaçaba, também missionário da Consolata.

Em 25 de setembro de 2013, foi designado pelo Papa Francisco para ser administrador apostólico da diocese de Estância. Em 9 de julho de 2014, dom Giovanni foi efetivamente nomeado bispo daquela diocese e sua posse ocorreu em 24 de agosto seguinte.

Álbuns de fotos: https://www.facebook.com/portalcatolicooficial

Padre Luiz C. Emer, IMC, com informações do portalcatolico.net

Conteúdo Relacionado