Presença da liderança internacional acompanha de perto a vida missionária, orienta os trabalhos e fortalece a comunhão nas comunidades.
Por Redação
Teve início no Brasil a visita canônica dos Missionários da Consolata, conduzida pelo Superior Geral, padre James Bhola Lengarin, sucessor de José Allamano, e por seu vice, padre Michelangelo Piovano. A visita ocorre de 8 de abril a 22 de maio de 2026 e representa um momento oficial em que a liderança internacional do Instituto percorre as comunidades para acompanhar de perto a vida missionária, escutar os religiosos, avaliar os trabalhos e orientar os caminhos futuros.

A etapa inicial aconteceu na Paróquia Nossa Senhora Consolata, na Arquidiocese de Brasília, onde, nos dias 8 e 9 de abril, os visitadores se reuniram com os padres Héctor Elias Betancur, Mário Silva e Inácio Cordeiro. Os encontros foram marcados pela partilha fraterna e pelo diálogo sobre a realidade pastoral. Durante a permanência, também participaram de reuniões do Conselho Pastoral Paroquial e visitaram a comunidade das Missionárias da Consolata que atuam na Escola Anjo da Guarda.
Criada oficialmente em 1974, a paróquia tem suas origens ligadas ao início de Brasília, ainda na década de 1960, acompanhando o processo de formação da capital federal. A visita segue critérios estabelecidos pelo direito da Igreja e pelas Constituições do Instituto, sendo realizada a cada seis anos ao longo do mandato da Direção Geral.
Dando continuidade à agenda, entre os dias 10 e 12 de abril, os visitadores estiveram na primeira paróquia quilombola do Brasil, localizada no distrito da Matinha, na Arquidiocese de Feira de Santana, na Bahia. Na Paróquia São Roque, dialogaram com os padres Luiz Antônio e Ibrahim Muinde, pároco e vigário, sobre a realidade missionária junto a uma população majoritariamente afrodescendente.

Reconhecida oficialmente desde novembro de 2021 como paróquia quilombola, a comunidade expressa o compromisso dos Missionários da Consolata com as comunidades afro-brasileiras, valorizando sua identidade, cultura e história. Durante a visita, os superiores participaram de celebrações, reuniram-se com o Conselho Pastoral Paroquial e ouviram as lideranças locais, que manifestaram gratidão pela presença missionária no território.
A visita canônica, mais do que uma agenda de encontros, revela o cuidado com a fidelidade ao carisma do fundador e o fortalecimento da missão por meio da escuta, da avaliação e da orientação das comunidades. Neste ano, a programação conta ainda com o acompanhamento do Superior Regional, padre Paulo da Conceição Fernando Mzé.