26º Grito dos Excluídos

7 de setembro de 2020
Em tempos de pandemias, este ano, a mobilização terá eventos virtuais

A edição deste ano tem novidades com as mobilizações virtuais durante pandemia no Dia da Independência do Brasil

Já tradicional no dia da Pátria, o Grito dos Excluídos chegou à sua 26ª edição desafiado pela pandemia do novo coronavírus. Neste ano, algumas novidades foram inseridas nesta mobilização.

A primeira inovação deste ano foi o chamado “Dia D do Grito”, sempre no dia 7 de cada mês, antes e depois do 7 de setembro. A outra, é a realização de eventos virtuais, uma saída diante da necessidade de evitar aglomerações.

O tema permanente do Grito dos Excluídos é “Vida em primeiro lugar”. Neste ano, o lema é “Basta de Miséria, Preconceito e Repressão! Queremos Trabalho, Terra, Teto e Participação!”

Cartaz oficial do 26º Grito dos Excluídos

E assim acontecerá em várias partes do país. A coordenação do Grito dos Excluídos está animando grupos que em todo Brasil estão encontrando formas criativas para realizar mobilizações presenciais e organizadas coletivamente ou transmitidas pelos meios digitais. “O Grito já está acontecendo de várias formas. Temos a indicação de que no dia 7 de setembro a gente coloque um pano preto em nossas portas, em nossas janelas, coloque cartazes com essas denúncias ou anunciando o que nós queremos. Vai ter mobilização de rua, com todos os cuidados, em alguns locais, vai ter rodas de conversas presenciais ou virtuais”, contou Rosilene Wansetto, da Coordenação do Grito dos Excluídos/as e Romaria dos Trabalhadores/as.

O coordenador do Grito dos Excluídos, Ari Alberti, contou, em entrevista ao Serviço Pastoral dos Migrantes que, com a preocupação de evitar aglomerações, foram pensados dois planos: realizar eventos de forma virtual ou, em cada região, cada estado, de acordo com sua realidade, poderiam ser promovidos atos presenciais com os devidos cuidados.

Missa no Santuário Nacional

Em Aparecida (SP), o Santuário Nacional recebe a tradicional Romaria dos Trabalhadores e Grito dos Excluídos, iniciando com a missa às 9h, no dia 7 de setembro, transmitida pela TV Aparecida e outras emissoras católicas. O arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, preside a celebração que terá como intenção principal, de acordo com os coordenadores do Grito e da Romaria, rezar pela dignidade da vida humana: “O povo trabalhador é quem tudo cria e quem produz toda a riqueza. Por isso, temos que passar a mensagem que, em qualquer circunstância, temos que seguir em missão. A missão de construir um mundo justo com qualidade de vida para todos”.

Missa da Romaria dos Trabalhadores e Grito dos Excluídos em 2018. Foto: Thiago Leon
Eventos virtuais

O Conselho Nacional do Laicato (CNLB) realizará um Ato Virtual, a partir das às 9h, em sua página no Facebook. Nas dioceses, também terão encontros virtuais. Em Macapá (AP), por exemplo, no lugar da tradicional caminhada, que acontecia nos anos anteriores, uma live será transmitida com apresentações culturais dos envolvidos no Grito e um carro de som irá percorrer ruas e avenidas da cidade falando sobre a mensagem do Grito dos Excluídos 2020.

Organizações da Sociedade Civil, movimentos sociais, entidades, parlamentares e ativistas de todo o Brasil estarão unidos ao Grito dos Excluídos para uma manifestação virtual nas redes sociais, a partir das 11h. No evento, imagens com mensagens de apoio e incentivo às diversas lutas dos Excluídos, unindo os Gritos em torno dos mesmos propósitos, potencializando a mensagem contida no tema geral.

Pelo SUS

O Conselho Nacional de Saúde (CNS), preocupado com a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS) no atual momento e no pós-pandemia, lançou mobilização contra a redução de recursos para a saúde, que pode chegar a 35 bilhões no próximo ano. A ideia é chegar a 100 mil apoiadores/as em uma petição virtual, para, no dia 9 de setembro, ser entregue ao Congresso Nacional. O dia 7 de setembro foi escolhido como do dia “D” para a coleta de assinaturas, junto com o 26º Grito dos(das) Excluídos(as).

Clique aqui para assinar a petição.

Fonte: CNBB